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HPV: Conheça o vírus

Publicado em 22/03/2013

- Nome: Papilomavírus Humano (HPV).

- Existem mais de 120 variações conhecidas do vírus HPV.

- Manifesta-se tanto nas mulheres quanto nos homens.

- A transmissão ocorre, essencialmente, por contato sexual. O HPV é o vírus sexualmente transmissível mais comum.

- Na maioria das vezes, as pessoas (homens e mulheres) entram em contato com o vírus no início de sua vida sexual.

- Não há provas de que roupas íntimas, piscinas ou assentos de vasos sanitários sejam focos de contaminação.

- Dependendo das comunidades estudadas, a infecção por HPV ocorre em cerca de 20% a 40% da população sexualmente ativa.

- Antes das manifestações típicas da doença, reconhecemos duas fases da enfermidade: O Período de incubação do HPV, que pode variar de semanas a meses (É a fase que se segue ao contágio. Tem poucos sintomas) e o Estado de Latência (O vírus permanece “escondido”), período assintomático e com duração muito variável (anos a uma vida inteira). Isto significa que o vírus pode passar muito tempo sem suas manifestações, podendo aparecer ou reaparecer em qualquer momento da vida.

- A identificação precoce e o tratamento das lesões iniciais (Verrugas, manchas e espessamentos esbranquiçados) previnem o desenvolvimento da doença maligna.

- O grande problema é que cerca de 10% das portadoras do vírus nunca fizeram o exame de Papanicolau ou preventivo, que identifica as lesões iniciais. Se a paciente realizar, periodicamente, o exame ginecológico o risco de câncer invasivo do colo uterino é praticamente zero.

- O parceiro deve ser sempre examinado, entretanto, se o exame for negativo, pode significar que a doença esteja em estado de latência ou tenha regredido espontaneamente (Depende da imunidade pessoal).

- Descobrimento de manifestações recentes do vírus não significa, portanto, necessariamente, infidelidade. Pode ser sintoma de uma contaminação muito antiga, no início da vida sexual, por exemplo.

- Lesões causadas pelo vírus podem regredir espontaneamente em cerca de 40% dos casos. Para o HPV, não tem, no momento, tratamento específico. O que o médico trata são as lesões induzidas pelo vírus e outras condições associadas que agravam a evolução do processo.

- Nas mulheres, cerca de 3% dos casos, evolui para Câncer do Colo de Útero. A imunidade pessoal, o tipo do vírus e outros fatores são determinantes desta evolução. O risco, portanto, é baixo. Não há motivo para pânico e nem justificativa para descuido.

- Fumantes apresentam um risco maior de evolução para câncer.

- Após o tratamento das lesões induzidas pelo HPV, é necessário seguimento para detectar lesões residuais ou recorrentes, fato relativamente freqüente.

Do Hospital São Marcos disponível em www.saomarcos.org.br/hpvvirus.pdf